17 de jun de 2017

REVLIN PROJECT – Dimensión (Álbum)


2017
Selo: Solar Empire Record
Importado

Nota: 9,4/10,0

Tracklist:

1. Intro
2. Sólo Tú
3. Vive
4. Llévame a Ti
5. Enamorándote
6. So Alive
7. Te Sueño en Silencio
8. Recuerdos
9. Pantheismum
10. Nova
11. Hasta el Fin
12. Live Again
13. Keep Holding
14. ‘Til the End


Banda:


Nilver Pérez - Teclados, orquestrações
Aquiles Solar - Guitarras, baixo, bateria

Convidados:

Ziko Franco - Vocais em “Llevame a Ti” e “So Alive”
Jordi Castilla - Vocais em “Sólo Tú”
Sairon Solano - Vocais em “Vive” e “Hasta el Fin”
David Fernández Cely - Vocais em “Enamorándote”, “Te Sueño En Silencio”, “Pantheismum”, “Nova” e “Hasta el Fin”
Ricardo Esteban - Vocais em “Recuerdos”
Rodrigo Marenna - Vocais em “Live Again”
Harold Waller - Vocais em “Keep Holding”
Renato Costa - Vocais em “’Til the End”


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Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Em termos de América Latina, nós no Brasil somos um tanto quanto alienados do que ocorre em termos de Metal e Rock nos países vizinhos aos nossos. Pouco nós sabemos de nossos “Hermanos” do Uruguai, Argentina, Chile, Peru e outros. No fundo, isso vem da mania de olharmos apenas para Europa ou EUA em busca de bandas, quando poderíamos olhar o todo. E mostrando que em termos de qualidade musical, a América do Sul está muito bem, temos o REVLIN PROJECT, que estréia com o fantástico “Dimensión”.

Transitando em um caminho entre o Classic Rock, o Hard melódico e o AOR, com algumas influências pontuais de Metal melódico. Mas como o cabeça do projeto é o tecladista Nilver Pérez, pode-se pensar que o foco é nos teclados, mas é um ledo engano: o que importa no trabalho do grupo é a música em si, e assim, vemos um trabalho melódico, envolvente e cheio de energia, que transpira em personalidade e vigor.

Ou seja: “Dimensión” é um discão, daqueles que se ouve e vicia nas primeiras ouvidas.

O CD foi produzido pela Solar Empire Recorde e pelo próprio Nilver Pérez, tendo a mixagem e a masterização feitas por Aquiles Solar, e o resultado é uma qualidade sonora muito boa, permitindo que se entenda perfeitamente o que o grupo toca, bem como tem sua dose certa de peso e agressividade. Está um pouco crua, mas está muito boa.

A arte, muito bonita e com enfoque tradicional para o estilo musical do grupo, é de Ricardo Esteban e Alex Mendieta Castro, trabalhando no conceito concebido por Nilver Pérez e Ricardo Esteban.

O ponto mais interessante de “Dimensión” é a presença de vários vocalistas convidados, e de vários países. Ziko Franco é do Peru; David Fernández Cely, Siron Solano, Ricardo Esteban e Harold Waller (do SUPREMACY) são da Colômbia, Jordi Castilla é da Espanha, e Rodrigo Marenna (do MARENNA) e Renato Costa (do STILL LIVING) são do Brasil. E isso deu um toque de internacionalização ao disco, que soa maravilhoso aos ouvidos, acessível (permitindo que um público bem amplo possa apreciá-lo) e muito bem feito.

Destaques de “Dimensión”:

“Sólo Tú” - Peso, melodia e acessibilidade musical estão aliadas nessa canção empolgante e cheia de energia. Os vocais são ótimos, assim como os arranjos dinâmicos dos teclados.

“Vive” - Esta já possui um lado mais voltado ao Melodic Rock e ao AOR, privilegiando os vocais, embora as partes de guitarra estejam muito bem.

“Llévame a Ti” - Puramente anos 80, com lindas melodias e acessibilidade em doses elevadas, mostrando uma energia envolvente e empolgante, fora arranjos elegantes de teclados.

“Enamorándote” - Belíssima balada acúsica, em que se percebem lindos violões acompanhando os contrastes vocais. É quase como uma mistura bem feita das Power Ballads das bandas de Melodic AOR com um pouco das melodias tradicionais sul-americanas.

“So Alive” - Que refrão mais pegajoso, fora uma estética elegante e com belíssimos teclados mais uma vez, mas com uma pegada muito cheia de energia de baixo e bateria.

“Te Sueño en Silencio” - Uma balada com presença de todos os instrumentos, mostrando peso no refrão. A fórmula é batida, mas funciona muito bem na mão do grupo, mostrando guitarras muito boas.

“Pantheismum” - Talvez a canção mais energética do disco, usando aquele andamento forte e pesado com um baixo evidente, e onde a bateria mostra peso no refrão. Mas é preciso perceber as sutilezas geniais de teclados e guitarras.

“Nova” - Outra canção bem pegajosa, com jeitão bem clássico e alguma influência e peso vindos do Heavy Metal tradicional. Arranjos musicais bem feitos, e de uma acessibilidade incrível, fora o refrão grudento de primeira.

Mas o disco ainda tem faixas bônus ótimas:

“Live Again” - É uma versão em inglês de “Vive”, que ganha um jeitão europeu forte, graças à voz de Rodrigo Marenna. Todos os ótimos elementos de antes estão presentes, mas os vocais estão com maior expressividade.

“Keep Holding” - É a versão em inglês para “Sólo Tú”, com arranjos de teclados um pouco diferentes. Mas novamente os vocais diferentes chamam atenção, justamente porque Harold Waller usa de uma forma de interpretar diferente e muito interessante.

“‘Til the End” - Versão em inglês de “Hasta el Fin”, na voz de Ricardo Costa. O resultado soa melhor aos ouvidos, talvez pelo uso do inglês, ou pela forma de se expressar dos vocais (que ganharam mais alcance nos graves e nos agudos).

Um disco ótimo, digno de aplausos, e que poderia ganhar uma versão brasileira, com certeza.




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